A mais cara e a mais extensa rodovia brasileira. E lá se vão 40 anos da BR-230 – a Transamazônica (sonhos inacabados de uma estrada que só ficou no papel)

BR-230 – TRANSAMAZÔNICArod_transamaz_2

Era o início da década de 70 sob o regime militar, onde o país tinha como objetivo crescer e expandir em desenvolvimento, até mesmo na região de mata fechada (o “pulmão do mundo”: a Amazônia brasileira). Nascia então a famosa (polêmica) BR-230 – a Rodovia Transamazônica (projetada no governo militar do Pres. Gen. Emilio Garrastazu Médici). O seu marco zero é em frente ao porto da cidade paraibana de Cabedelo e que deveria ter asfalto em sua totalidade até a divisa com o Peru – em Benjamin Constant, no AM.

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Mas tudo ficou no papel e na ilusão dos pioneiros desbravadores, além da derrubada de milhões de árvores, a desistência dos colonos em se fixar na Amazônia, a integração de se levar nordestinos para ocupar áreas pouco povoadas na região Norte e a péssima administração dos Governos que ocuparam por vários anos a pasta do MT Ministério dos Transportes (mostrando mesmo que o Brasil parou no tempo…como parou a polêmica da rodovia de um “sonho frustrado”).

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Neste contexto, lá se vão quatro décadas da BR-230 – a “Transamazônica” – que um dia fez parte do programa de integração nacional do governo militar. Se pronta estivesse, o Brasil teria outro marco na infraestrutura latino americano. Também deve se respeitar algumas ponderações: a rodovia cruzaria por grandes reservas ambientais e em seus pequenos trechos (na tentativa de se asfaltar…) gastou-se milhões dos abarrotados cofres públicos. Assim a ideia de inserir a Amazônia no contexto nacional acabou sendo “trancafiado” nas gavetas da “irresponsabilidade” dos governos em que o país foi administrado.

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Pelo projeto original “a mais famosa rodovia brasileira” se estenderia por 8 mil km e ligaria o Atlântico ao Pacífico, atravessando toda a América do Sul de leste a oeste. Atualmente são 4223 km de extensão rodoviária, a Transamazônica é uma das maiores rodovias do mundo que atravessa sete Estados brasileiros (PB, CE, MA, TO, PI, PA e AM), cortando exatos 70 municípios. Em seus longos trechos a Transamazônica é totalmente recheada de buracos e sem asfalto e sinalização (e conservadas por equipes do Exército brasileiro).

rod_transamaz_4 Soldiers of the Brazilian Army's 51th Ju

A estrada é totalmente perigosa e cheia de acidentes, dada à frequência de caminhões que abastecem regiões “abandonadas” pelo Estado federativo. Mas sobram e são abastecidos de trechos com poeira (na época sem chuva) e de muita lama (na época sem “Sol”). Com todos os “km” de problemas a Transamazônica completou assim quatro décadas sem chegar a “nenhum lugar” (do nada ao nada…), sendo sepultada pela administração pública, daquela que seria a “estrada da integração nacional”, dos sonhos, das promessas e de um descaso dos cofres do Governo: a “BR-230” é e sempre será a rodovia mais cara do país.

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Por Elias Marques, editor MTb 49162SP, de SP – Imagens/Fotos: Divulgação.

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