Pesquisa CNT 2014: um Brasil (dependente…) do modal rodoviário…

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A Pesquisa CNT de Rodovias 2014 apresentou o seu tradicional e elaborado estudo de mapeamento das estradas de todo o País – a 18ª. edição, notificando que 49,9% do pavimento das rodovias brasileiras apresenta algum tipo de deficiência (classificado como regular, ruim ou péssimo, por apresentar buracos, trincas, afundamentos, ondulações, entre outros problemas). Na totalização foram avaliados cerca de 98.475 km (toda a malha federal pavimentada e aos principais trechos estaduais) – um acréscimo de 1.761 km (1,8%) em relação a 2013. A coleta foi realizada no final do semestre passado (entre 19 de maio e 17 de junho) e divulgada agora. O aumento do número de pontos críticos passou de 250 (em 2013) para 289 (em 2014).

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“A situação do sistema rodoviário brasileiro continua muito preocupante, comprometendo assim a segurança dos brasileiros, tanto de motoristas, como de passageiros e pedestres. É cada vez maior o número de mortes e de acidentes. Essa situação também compromete a logística, devido ao elevado custo do transporte, tornando o País menos competitivo” – afirmou o presidente da CNT, Clésio Andrade. Em 2013, morreram 8.551 pessoas em cerca de 186 mil acidentes nas rodovias federais do de todo o Brasil.

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“As condições gerais e ruins das rodovias aumentam os riscos e muitas vidas poderiam ser poupadas. Assim se as rodovias oferecessem uma infraestrutura melhor, com certeza, seriam 90 mil acidentes a menos e 4 mil mortes também a menos nos registros” – enfatizou Andrade. Em relação à superfície do pavimento, 44,7% da extensão pesquisada está desgastada. Conforme o estudo da CNT, o acréscimo médio do custo operacional devido à qualidade do pavimento das rodovias brasileiras é de 26%.

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Além do risco à vida do cidadão brasileiro, os problemas nas rodovias contribuem para aumentar os custos de operação e o tempo de viagem, afetando tanto o transporte de cargas como o de passageiros. O volume de recursos destinados ao transporte no Brasil é insuficiente para melhorar a qualidade das rodovias. Ainda assim, os valores autorizados não chegam a ser investidos devido a problemas de gestão, excesso de burocracia e incompetência. O Plano CNT de Transporte e Logística indica a necessidade de R$ 293,88 bilhões somente para o modal rodoviário.

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Para este ano de 2014, o investimento público federal autorizado para as rodovias é de apenas R$ 11,93 bilhões. Até o final do terceiro trimestre, apenas R$ 6,54 bilhões (54,8%) haviam sido destinados para tal. Os problemas com a sinalização e a geometria das vias também influenciam para os tristes resultados de acidentes e mortos: 87,1% dos trechos são formados por pistas simples de mão dupla, tornando-se ainda mais grave a constatação de que 39,9% das estradas não têm acostamento. E, em 49,7% da extensão com curvas perigosas, não há placas de advertência nem defensas completas. Em 57,4% dos trechos, foi encontrado algum tipo de problema na sinalização, sendo que em 26,4% não há placas de limite de velocidade e em 47,6% a pintura da faixa central está desgastada ou é inexistente.

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As rodovias estão classificadas considerando as situações viárias por tipo de gestão (pública ou concedida), por Estado e regiões geográficas, por corredores rodoviários e por tipo de rodovias (federais ou estaduais). Conforme as informações da pesquisa, 74,1% das rodovias concedidas tiveram classificação. Nos trechos sob gestão pública, esse percentual é de 29,3%. Na Pesquisa CNT, há ainda um ranking com 109 ligações rodoviárias. São trechos formados por uma ou mais rodovias federais ou estaduais, com grande importância socioeconômica e volume significativo de veículos de cargas e/ou passageiros, interligando territórios de uma ou mais UF Unidades da Federação.

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Ao considerar o estado geral dessas ligações, as dez melhores estão no Estado de SP e são todas concedidas à iniciativa privada. As piores classificações rodoviárias estão nos Estados de TO e BA, ou seja, Tocantins e Bahia. [Helio L Oliveira, editor MTb 69429SP, de SP – Fotos: NOP-Truck/AutomotivePress/Intruck]

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